
O que são, afinal, as Edições Café Roubado?
O
principal objectivo deste pequeno site promocional, um tanto introdutório do verdadeiro projecto, é acima de tudo dar a conhecer o projecto das Edições Café Roubado, aprofundar as noções de quem já conhece o nome, e esclarecer as dúvidas daqueles que pretendem entrar no grupo de colaboradores ou de artistas. Nesse sentido, esta secção coloca online as perguntas mais frequentes, assim como outras que levam a respostas cuja informação merece relevo. Se, na tua opinião, ainda há pontos que necessitam explicações, coloca a tua questão aqui, ou contacta por e-mail.
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F.A.Q. (Frequently Asked Questions)
Primeiro
as perguntas mais frequentes e pertinentes... Clica aqui para leres já as respostas.
ÍNDICES: Geral | Colaboração | Netlabel | Arquivo da Música Portuguesa
Geral
Qual a "essência" ou intuito principal das Edições Café Roubado?
Quais restantes funções ou finalidades do projecto?
Quando e em que contexto é que nasce o projecto?
O projecto só abrange a área da música?
O projecto só abrange a área da música nacional?
As Edições Café Roubado são já uma marca registada?
Como pode um indivíduo contribuir?
Pode contribuir-se monetariamente?
(Escolher outro índice de questões)
Colaboração
Qual a necessidade de colaboradores?
Quais as funções de um colaborador?
Quais os requisitos para a entrada de um novo colaborador?
De que modo funcionam as colaborações?
A publicação do material fornecido pelos colaboradores é automática?
De que modo é seleccionado o material fornecido pelos colaboradores?
Os dados dos colaboradores serão publicamente revelados?
(Escolher outro índice de questões)
Netlabel
Que ganha um artista com a sua inscrição?
Como me pode um projecto musical tornar-se artista do projecto?
Quais os requisitos para o envio de um trabalho?
Como é um trabalho seleccionado?
Os direitos de autor são salvaguardados?
O trabalho publicado pelas Edições Café Roubado será comercializado?
(Escolher outro índice de questões)
Arquivo da Música Portuguesa
Porquê um arquivo da Música Portuguesa?
Qual a estrutura deste arquivo?
Qual a prioridade dada a este arquivo?
De que forma se pode fornecer material?
De que modo é seleccionado o material fornecido pelos colaboradores?
(Escolher outro índice de questões)
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Agora
as respostas, portanto. Clica aqui para voltar às perguntas...
RESPOSTAS
Geral
Qual a "essência" ou intuito principal das Edições Café Roubado?
A ideia primordial da construção das Edições Café Roubado sustenta-se no desenvolvimento de uma netlabel destinada à publicação das maquetas dos novos artistas da música potuguesa (projectos a solo ou banda/grupo), de forma a alcançar um maior e merecido mediatismo, uma vez que os trabalhos ficarão disponíveis para download gratuito, ao dispor de todos. Este projecto acredita na igualdade de oportunidades como solução para as injustiças relacionadas com o reconhecimento que alguns merecem e não têm e vice-versa. Como!? Nos dias de hoje, não faltam novas bandas. Suponhamos que uma tem maiores posses financeiras que outra e contrata um produtor musical para a gravação e mistura dos temas da sua maqueta e um designer para fazer uma capa bonita, mas não aposta numa sonoridade nova e/ou de qualidade em termos de criatividade musical; ao passo que a outra sem grande posse o consegue e, por não contar com os elementos secundários referidos, não adquire relevância. É que sem querer insultar as editoras e seus responsáveis, a quantidade de novas propostas é tão imensa, que é pura e simplesmente impossível de ser sempre justo para com quem merece, e no momento da escolha... os elementos secundários saltam à vista, claro! As Edições Café Roubado não têm como intenção competir com as indústrias discográficas, mas sim poder ajudá-las, simplificando o processo de escolha das novas apostas. Novamente a pergunta "como?" surge... Se o número de maquetas que chegam às editoras fosse significativamente reduzido, passando estas a estar disponíveis online, num site próprio, o responsável por uma editora interessado em investir num novo projecto musical, apenas teria que aceder descansadamente ao endereço do tal site, ouvir e seleccionar o predilecto. Para as Edições Café Roubado todos são iguais: os artistas merecem todos designers que lhes tratem da artwork e produtores que lhes corrijam os erros das gravações que em estúdio não conseguiram ser resolvidos, assim como outras regalias tal como pessoas dedicadas às suas agendas, GRATUITAMENTE. É óbvio que só quem merece entra no projecto, no entanto. Mas o que é avaliado é a qualidade musical e não o volume das carteiras.
P.S.: No caso de haver alguma confusão nesse sentido, esta iniciativa é por agora absolutamente privada, sem qualquer espécie de ligação ao estado.
Quais restantes funções ou finalidades do projecto?
Como objectivos de natureza mais secundária, as ambições das Edições Café Roubado vão mais além. Ainda na área do lançamento de maquetas, pretende-se também o lançamento dos trabalhos de início de carreira de músicos já séniores no nosso panorama, tendo como fins a dádiva de material raro aos admiradores mais fanáticos e o bom exemplo para os novos artistas. Há luzes a propósito de merchandising... e lançamentos físicos comemorativos como compilações. Depois, há a segunda grande prioridade: a ambiciosa pretensão da criação de um arquivo da música nacional no geral, com notícias, biografias, letras, fotografias, críticas e quem sabe, a concepção de um MySpace Music exclusivamente dedicado à música portuguesa, com extractos de canções.
Em que contexto e quando é que nasce o projecto?
As primeiras raízes do projecto aparecem no Verão de 2006, iniciando-se um processo demorado de selecção de contactos e de discussão acerca da importância e necessidade de um projecto desta natureza, assim como diversas chuvas de ideias, por parte de pessoas autoras de blogues e de outros meios de divulgação da música nacional. Em Fevereiro de 2007 o projecto ganha finalmente uma forma sólida para se poder apresentar ao público, e é então comunicada a ideia. O contexto... Actualmente os limites da criativade musical dos portugueses são muito distintos dos que se estabeleciam antigamente e o fruto dessa limitação continua, por vezes, a ser promovido pelos meios de comunicação populares. A preferência pela música estrangeira frente à nacional é, como prova disso, ainda hoje justificada da seguinte forma: «A música portuguesa é uma pimbalhada.» Mas os tempos mudaram. E se os músicos "bons" que contam com um certo estatuto no panorama já têm poderosos clubes de fãs e admiradores para lá das fronteiras lusas, é sinal de que Portugal (também) tem dotes artísticos. Não só os mainstream, ou seja, não só aqueles artistas cujo nome não passa despercebido possuem dotes, mas também os underground (os que ainda poucos conhecem). E há um mundo fantástico a explorar. O blogue Café Roubado (http://www.caferoubado.blogspot.com/), inaugurado em Abril de 2006, sofreu uma série de mutações até que se limitou à promoção da música nacional, graças a esse fascínio. O apoio que fornecia não era suficiente! A escolha do formato netlabel baseou-se no sucesso que as netlabels portuguesas têm vindo a ter ao longo dos últimos tempos. As Edições aparecem então. Temos de extreminar o preconceito que existe relativamente à música portuguesa!
O projecto só abrange a área da música?
Não só. Sim, a grande base é claramente a música, mas todas as restantes artes que de algum modo se relacionam com a música são bem-vindas. Qualquer outro tipo de artista é admitido pelas Edições Café Roubado (mas com o estatuto de "colaborador" e não de "artista"), a quem é possibilitada a divulgação dos seus trabalhos, mas de forma algo alternativa. Ou seja, o pintor ou designer que pretenda elaborar capas de maquetas ou posters de músicos da netlabel; o produtor que deseje "arranjar" as gravações dos músicos ou o crítico que queira expressar a sua opinião, não só contam com este meio para promover o seu trabalho, como passam logo também a dar uma mão ao desenvolvimento da música portuguesa, sem gastarem um tostão com esmolas.
O projecto só abrange a área da música nacional?
Ainda que para o visitante do site das Edições Café Roubado que não pretenda colaborar, este apenas proporcione entretenimento, existe uma grande luta por trás. Uma luta que parte de uma causa que se traduz no apoio da música portuguesa. Portanto não, não abrange artistas estrangeiros. Abrange, claro, constituintes estrangeiros de uma banda portuguesa, por exemplo... Quanto a uma futura expansão do projecto a mais territórios de língua portuguesa, nada foi pensado nesse sentido e provavelmente nunca será pensado futuramente. Se a ideia for comercializada ou utilizada no estrangeiro só será sinal do nosso sucesso!
Se não a mais, a Merzbau é das mais influentes netlabels portuguesas. Lançou Goodbye Toulouse ou Jesus, The Misunderstood, entre outros. Leia-se o que se diz por lá: «criámos uma netlabel que se propõe a editar música que não tem espaço nos circuitos habituais da indústria musical de forma a tentar impulsionar o surgimento de novos nomes e nova música. Para além da netlabel, a Merzbau propõe-se a organizar e apoiar a realização de eventos de qualidade de forma a apoiar os nossos artistas nesta difícil tarefa que é furar a indústria.» A Wikipedia informa-nos ainda de que online label, web label ou MP3 label são sinónimos do termo. A banda Stealing Orchestra possui também uma netlabel; chama-se You Are Not Stealing Records e está hospedada em http://www.stealingorchestra.com/recordsmain.htm. Sem interesses comerciais, uma netlabel é um meio de publicação de música de forma gratuita, tendo em vista objectivos culturais ou de lançamento de novos estilos alternativos que não são "maduros" o suficiente para o circuito comercial. O que é maturidade? Muitos desses estilos têm já historiais longas, não estão é divulgados o suficiente. Infelizmente. Costumo pensar na música como conceito geral qual roda dos alimentos: deve comer-se de tudo um pouco para se ser saudável. Outra coisa: as edições para além de gratuitas, são digitais, em formato .mp3 na maioria das vezes. As Edições Café Roubado, como netlabel, podem ser entendidas como mais um nome para fomentar concorrência (questão de mediatismo). Isso ajudaria a música portuguesa? Não. Ainda que as netlabels anteriormente apontadas suportem projectos de várias nacionalidades, são um óptimo contributo na distribuição do produto lusitano. As Edições Café Roubado são uma netlabel "temática". Destinam-se apenas à publicação de MAQUETAS interpretadas por artistas PORTUGUESES.
Porque o projecto se apresenta como uma mutação do blogue com o mesmo nome, criado por Miguel R. Cardoso, em Viseu. Esse blogue, lançado em Abril de 2006 dedicava-se um pouco a todas as áreas do entretenimento, de forma experimental e amadora. A música, merecedora de um destaque visivelmente maior frente a qualquer outra arte, tornou-se prioridade. No entanto, é a música nacional que obtém o papel principal, responsável pela crescente popularidade do blogue. Era preenchido por críticas, anúncios, crónicas e entrevistas, chegando a conseguir alguns exclusivos em termos de novidades. Dado como referência durante o Verão de 2006, junta-se a esse modesto sucesso o desejo de criação de uma netlabel e de maior interactividade e apoio da música portuguesa, e algumas conversações e desenvolvimentos da ideia trazem à baila as Edições no início de 2007. Voltando ao verdadeiro assunto da pergunta colocada, o nome Café Roubado é a tradução de Stolen Coffee, expressão inglesa que Miguel achou esteticamente engraçada, servindo para o título do seu blogue por motivos de originalidade e personalidade.
As Edições Café Roubado são já uma marca registada?
O assunto é realmente muito pertinente! Esperando que o leitor não o faça, a ideia pode a qualquer momento ser utilizada por qualquer indivíduo, sem que sofra complicações legais, assim como este projecto não pode comercializar qualquer produto. É um passo importantíssimo, tema discutido pelos actuais colaboradores por mais que uma vez, que tem solução mas que ainda não foi levada a cabo. Implica custos monetários que partilhados poderão não fazer grande diferença, mas não foram até ao momento pensadas formas de reunir o dinheiro. Há que cimentar mais os alicerces do projecto e gerar relações de confiança entre os colaboradores, para que vá o registo da marca para a frente. De resto, a actividade de lançamento dos projectos musicais pode ser posta em prática sem esse registo, se forem utilizadas licensas de distribuição gratuita e de reconhecimento da autoria (exemplo: Creative Commons). O que preocupa é o desejo futuro de criação de merchandising relacionado com o projecto, sendo os ganhos revertidos a favor da causa, meio de comércio que para funcionar legalmente requer pagamento de impostos.
Como pode um indivíduo contribuir?
Tornando-se colaborador, existem inúmeras maneiras de ajudar. É por isso que para responder a esta pergunta deves consultar com atenção as respostas dadas às questões relacionadas com Colaboração: conhece-as.
Pode contribuir-se monetariamente?
Até ao momento ainda não se criou nenhum mecanismo receptor de contribuições financeiras. Em todo o caso, as mesmas serão bem-vindas e o autor, tal como nos outros tipos de colaboração, será devidamente reconhecido, seja o valor qual for. Patrocinadores também são bem-vindos!
(Escolher outro índice de questões)
RESPOSTAS
Colaboração
Qual a necessidade de colaboradores?
Para que a finalidade do projecto das Edições Café Roubado consiga ter um impacto significativo na consciência das pessoas, ou seja, para que esta forma de apoio da música portuguesa consiga resultados a uma grande escala, uma só pessoa não chega. Uma só pessoa não tem o poder suficiente e por mais que o tivesse, e por mais frase feita que o seja, a união faz mesmo a força. Reunir esforços por uma causa é o que é pretendido. Chegar às editoras não é fácil; tornar este site num endereço de visita corrente da população portuguesa também não. São precisos colaboradores em todas as áreas da arte, quase, para elevar apenas uma. E no fim, (esperemos que) beneficie a cultura. No caso de haver alguma confusão nesse sentido, esta iniciativa é por agora absolutamente privada, sem qualquer espécie de ligação ao estado. Cooperando com a sua arte, o colaborador pode estar a promover o seu trabalho de forma indirecta!
Quais as funções de um colaborador?
Encaremos as Edições Café Roubado como uma editora discográfica real. Com todos os seus encargos. As funções que um colaborador pode escolher são inúmeras; em todo o caso, ficam aqui algumas como exemplo: - arte visual e design, necessária na concepção gráfica das capas das edições da netlabel ou de cartazes e qualquer outra artwork; - crítica e divulgação, porque é importante uma componente crítica justa às edições da netlabel e exteriores à netlabel no Arquivo da Música Portuguesa (missão secundária do Café Roubado) e a divulgação é obviamente indispensável; - management e organização de eventos, uma vez que tratar das agendas dos artistas da netlabel será uma prioridade, assim como a realização de concertos próprios; - produção sonora para, pelo menos, tentar corrigir erros da gravação das maquetas que comprometam o conteúdo; - jornalismo e entrevista, essencialmente precisos para o Arquivo da Música Portuguesa das Edições Café Roubado e - direito e questões legais, para que tudo fique dentro da lei. Mas existem muito mais áreas para explorar. Veja-se que nos actuais colaboradores já existem letristas (cujas letras serão fornecidas apenas em condições especiais aos artistas, e sempre depois da edição da primeira maqueta)! Cooperando com a sua arte, o colaborador pode estar a promover o seu trabalho de forma indirecta! Pode ainda colaborar-se monetariamente, mas não é exigido qualquer pagamento obrigatório... Se, sem custos e de forma privada, conseguirmos causar impacto, tanto melhor. É uma lição que damos.
Quais os requisitos para a entrada de um novo colaborador?
Não existem limitações. Seja homem ou mulher, seja branco ou negro, português ou estrangeiro, tenha 10 ou 90 anos. Os únicos requisitos são vontade de cooperar e o preenchimento do respectivo formulário de inscrição, disponível aqui. Se o teu comportamento já enquanto colaborador não for adequado, por algum motivo, serás então expulso.
Para ser colaborador é obrigatório algum pagamento monetário, como mensalidade ou custo de inscrição?
Absolutamente nada. Ok, a participação no projecto não oferece Internet grátis...
De que modo funcionam as colaborações?
Os colaboradores das Edições Café Roubado serão contactados de acordo com a necessidade, para serem discutidos os assuntos que o desenvolvimento do projecto atravessa, assim como a enumeração das tarefas propostas. As colaborações não são exigidas nem obrigadas e a frequência pode ser a que bem se entender (esporádica; sempre presente, ...), e também não existem limitações quanto ao meio de colaboração (se se usa um certo software ou se se usa computador ou papel e caneta...). O colaborador deverá enviar os seus trabalhos de colaboração (relacionados, portanto, com o tipo de colaboração pretendida - campo preenchido no formulário de inscrição) para o e-mail do projecto, ou para a morada física, algo que varia consoante o tipo de trabalho. Caso o material enviado tenha outra autoria que não a do colaborador, é essencial que se refira isso sempre, assim como é requirida a prévia autorização do verdadeiro autor.
A publicação do material fornecido pelos colaboradores é automática?
Não. A qualidade é o requisito primordial dos conteúdos das Edições Café Roubado, pelo que os mesmos serão publicados de acordo com a decisão da equipa, com todos os restantes colaboradores. No caso de não se ter dado uma votação para que um conteúdo tenha sido publicado, o colaborador que não apreciar esse conteúdo poderá reclamar a votação em falta.
De que modo é seleccionado o material fornecido pelos colaboradores?
"A qualidade é o requisito primordial dos conteúdos das Edições Café Roubado, pelo que os conteúdos serão publicados de acordo com a decisão da equipa de todos os restantes colaboradores. No caso de não se ter dado uma votação para que um conteúdo tenha sido publicado, o colaborador que não apreciar esse conteúdo poderá reclamar a votação em falta."
(Resposta anterior)
Os dados dos colaboradores serão publicamente revelados?
Uma das secções do futuro site das Edições Café Roubado, uma vez cumprindo as actividades agora prentendidas, será a da listagem dos nomes dos colaboradores, com pequenas páginas individuais funcionando como fichas ou cartões de visita de cada um, onde somente serão dispostos os dados autorizados. Se o colaborador quiser, até pode ficar em total anonimato. Preferencialmente, alguns dados são desejados, como o da cidade ou distrito onde o colaborador vive, por exemplo, de forma a revelar a extensão geográfica e a variedade de lugares que esta ideia atingiu até ao momento.
(Escolher outro índice de questões)
Netlabel
Que ganha um artista com a sua inscrição?
Um dos problemas que a música portuguesa sofre formula-se em como saber escolher em que novas propostas apostar. Nem sempre são os projectos musicais certos ou merecedores que sobem na escadaria rumo ao sucesso. Cada vez menos temos o direito de culpabilizar as editoras discográficas e as rádios, porque são visíveis os esforços para divulgar e promover o produto nacional. Para que exista justiça nesse processo de selecção, que nunca poderá ser garantida a 100%, têm de existir mais esforços e novos mecanismos, uma verdadeira luta ou causa, exterior à indústria discográfica. E a referida justiça equaciona-se com a qualidade da música que é produzida («vale a pena ou não!?»). Se com a quantidade de nova música que vem a ser feita e se com as inúmeras maquetas postas no correio das editoras e rádios, é como se já não existissem "ouvidos para tanta coisa"; a selecção tende a ser facilitada, nem sempre tomando as soluções correctas. A visibilidade passa a relacionar-se com factores como as posses financeiras (que por exemplo, dão asas a boas concepções a nível gráfico e sonoro, como na produção dos temas). O objectivo das Edições Café Roubado é facilitar a selecção, dar a oportunidade aos responsáveis pelas rádios e editoras de ter as maquetas que recebiam no correio numa só página da Internet, à distância de um computador, sendo seleccionados os projectos de forma mais descansada e rigorosa. Para lá desses meios, qualquer pessoa terá também ao dispor as maquetas para experimentar e explorar, e o feedback do público influenciará também as escolhas do pessoal do comércio. Nesse sentido, se os novos artistas tiverem o apoio gratuito duma organização que lhes pode facilitar os primeiros passos, só têm a beneficiar.
Como pode um projecto musical tornar-se artista do projecto?
Preenchendo o documento de pré-registo, disponível aqui, e dando a mostrar os seus temas e sonoridade, podendo enviar ficheiros de áudio para o e-mail do projecto, assim como por este site, após concluído o pré-registo (via site, não via documento). Atenção que esse pré-registo, como o pode subentender o nome, não garantirá automaticamente a entrada do artista para o projecto. O som terá de ser previamente avaliado por toda a equipa de colaboradores. Uma vez aprovado, será enviado ao artista uma espécie de contrato que o avisará de todas as condições, direitos, prós, contras, permissões e restrições de forma pormenorizada.
Quais os requisitos para o envio de um trabalho?
Ainda que se aceite o envio de maquetas pelo correio físico, é sem dúvida preferível pela facilidade e ausência de custos que os trabalhos sejam enviados pela Internet, quer pelo site, quer pelo e-mail ou Messenger. Então, em formato digital, os temas deverão estar em ficheiros .mp3, ou .mp4, .wma, .wav ou .rm, devidamente indentificados pelos nomes, e com o máximo de qualidade de reprodução possível (qualidade relacionada com a velocidade de bits e número de canais - mono ou stereo -, não com os meios de gravação como microfones). Antes do envio dos trabalhos dos projectos musicais, deve ser preenchido o formulário de pré-registo do artista.
Não. As maquetas serão avaliadas pelos colaboradores das Edições Café Roubado, sendo posteriormente escolhidas de forma democrática (processos de votação). Ainda que um trabalho possa ser recusado, o projecto musical autor não é eternamente afastado dos planos da netlabel. Se voltando a tentar, uma nova maqueta conseguir superar as falhas apontadas na primeira, é com todo o gosto que será então admitida.
Como é um trabalho seleccionado?
"As maquetas serão avaliadas pelos colaboradores das Edições Café Roubado, sendo posteriormente escolhidas de forma democrática (processos de votação)."
(Resposta anterior)
Os direitos de autor são salvaguardados?
Sim, como é óbvio! Por mais que o download dos temas seja gratuito, serão utilizadas licenças Creative Commons, que preservarão os direitos de autor da música, ficando no entanto proibida a venda da mesma. Para saber mais, consultar: http://www.creativecommons.pt/. As condições da mesma licença poderão ser alteradas a gosto do autor, assim como a sua anulação e eliminação do trabalho previamente publicado.
O trabalho publicado pelas Edições Café Roubado será comercializado?
As maquetas dos artistas das Edições Café Roubado estarão sempre disponíveis para download gratuito, sendo proibida a sua comercialização. Em todo o caso, em comemorações ou edições especiais como compilações, podem ser lançados produtos para venda. No entanto, é um projecto que merecerá licenças de direitos de autor diferentes, que para ser legal precisa de passos como o registo da marca Edições Café Roubado e pagamento de impostos, ou apoios financeiros.
Um tema publicado pelas Edições Café Roubado poderá ser futuramente comercializado, noutra gravação, lançada por uma editora?
Neste momento, o desenvolvimento do projecto das Edições Café Roubado passa por uma fase muito marcada pelo estudo pormenorizado das licenças de direitos de autor gratuitas, informando-se acerca dos prós e contras e das permissões e restrições (condições) a que os artistas são submetidos. E a resposta à questão redigida é sim: em princípio é claro que isso é possível. Acontece que essas licenças não funcionam como contratos comerciais, e poderão ser desfeitas sempre que o autor da obra o desejar. Se o artista das Edições Café Roubado conseguir contrato com uma editora discográfica e a disponibilização gratuita dos seus temas lançados pelas Edições Café Roubado causar complicações, é sem problemas (talvez alguma pena...) que serão excluídos da página, não podendo ser transferidos novas vezes.
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RESPOSTAS
Arquivo da Música Portuguesa
Porquê um arquivo da Música Portuguesa?
Consciente da existência de vários arquivos digitais com o mesmo intuito (exemplo: Palco Principal), as Edições Café Roubado são um projecto que deseja aproveitar-se do facto de contar com um significativo número de colaboradores (aqui a colaboração é essencial e indispensável) espalhados por todo o país (e não só...) para que uma versão mais completa e totalmente lusa seja concebida. É um objectivo ambicioso que contará com imensos tipos de informação, que vão de textos como biografias, críticas e biografias a recursos multimédia como fotografias, música e vídeos. E atenção para o facto de a maioria desse conteúdo ser exclusivo e da autoria dos colaboradores do Café Roubado: a ideia é possibilitar a qualquer pessoa a oportunidade de criticar ou ser jornalista, e de ceder fotografias suas de concertos, gravações e por aí fora. A necessidade do arquivo equaciona-se um pouco mais com a falta de um site de letras só destinado à música portuguesa, por exemplo, e a importância de haver mais um meio ao dispor da divulgação dos anúncios dos músicos. Outro objectivo é conseguir com este arquivo um mecanismo do género de MySpace Music, mas da música portuguesa. Um factor que incita à criação deste espaço é o facto de conseguir tornar o trabalho dos colaboradores mais aliciante, uma vez podendo interagir directamente com os seus artistas favoritos.
Qual a estrutura deste arquivo?
Como a concepção do arquivo ainda não começou, tudo não passa duma ideia com muitos passos por definir. Ainda em fase de especulação, o arquivo terá mecanismos de pesquisa e um índice ou mais e espaço para notícias e crónicas. A parte mais importante é a distribuição das críticas, das biografias, das letras, das fotografias e restantes ficheiros multimédia por páginas individuais e de fácil acesso, sendo cada uma destinada a cada projecto musical. Qualquer ideia ou sugestão é bem-vinda!
Qual a prioridade dada a este arquivo?
Menor que a dada à netlabel: o processo de desenvolvimento e actualização de dados será sempre mais demorado. Porque o nome do projecto começa por: "Edições", e a ideia original de apoio à música portuguesa consiste na criação de uma netlabel; o arquivo é um objectivo de prioridade secundária. No entanto, a entrada de mais e mais colaboradores facilitará por certo a manutenção equilibrada dos dois espaços.
De que forma se pode fornecer material?
Basta a inscrição como colaborador das Edições Café Roubado, preenchendo-se este formulário. A actividade do colaborador das Edições Café Roubado é totalmente livre, pelo que se desejar, pode apenas trabalhar no arquivo e não na netlabel. Uma vez registado como colaborador, o indivíduo que o pretenda poderá enviar o material que tiver para o e-mail do projecto, ou pelo Messenger, ou pelo correio. Mas atenção que todo o material deverá ser de autoria própria do colaborador e caso contrário, a autorização do autor original e a indicação da dessa autoria são dois requisitos indispensáveis para o correcto funcionamento do arquivo. Em caso de punição, essa é sofrida pelo colaborador descumpridor, atenção! Os direitos de autor dos colaboradores também serão salvaguardados
De que modo é seleccionado o material fornecido pelos colaboradores?
Será avaliado pelo responsável pelo projecto como todo, ou por algum ou mais que um colaborador especialmente encarregado pelo arquivo. Em caso de dúvida ou de protesto por parte de outro colaborador, tendo esse que função tiver, o mesmo será re-avaliado desta vez por toda a equipa, sendo excluído ou mantido de acordo com um processo democrático de votação.
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Ainda restam dúvidas que não foram esclarecidas? Coloca a(s) tua(s) dúvida(s) aqui, ou contacta o e-mail do projecto.
